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Mostrando postagens de novembro, 2025

Estilo de Escrita Epistolar: Como Escrever Narrativas em Forma de Carta

Q uando a história vira carta e a carta memória. Caro leitor de caneca, senta aqui na borda do Vozes por um instante. Vou contar algo. Sempre que penso no estilo epistolar , sinto o cheiro de papel antigo, aquele envelhecido de carinho. Porque antes de estudar literatura, antes de saber o nome bonito desse estilo… eu vivi cartas. E hoje quero te contar, do meu jeito mairante, por que esse formato me atravessa a alma desde a infância e por que ele continua sendo um dos mais íntimos, emocionantes e humanos da escrita. Minha história com cartas: o início desse amor Eu comecei a escrever cartas muito cedo, bem criancinha ainda. Minha prima, minha melhor amiga da época, morava em São Paulo , e eu em São José do Rio Preto . Ela tinha cinco, seis anos. Eu, sete, oito. E como forma de nos falarmos, sem gastar o telefone, que era uma fortuna interurbano, nós escrevíamos cartinhas. E foi assim que descobri o poder da escrita (sem saber). A gente se escrevia todo mês. Cartinhas curtas, fofinhas...

Mensagem Proibida do Além

U m conto gótico em voz epistolar. M ensagem recebida: "Eu era apenas um viajante até encontrar-te... Certa vez, tu caíste e te machucaste. Havia muito sangue e moscas vieram pousar, sentindo o ébrio cheiro férreo em tuas vias.  Fiquei fascinado com teu ser! Mas eu estava com medo . Eu me encolhia no canto do armário. Não queria que ninguém me visse. Eu só queria viver a vida que o criador me dera. Não atacava ninguém, não precisava de nada. Só queria viver ali, invisível, observando-te. E assim foi. Não sei quanto tempo passou. E tu cresceste. E continuei fascinado com teu ser. Eu queria dizer que... muitas vezes venho observar-te. Tens uma aura especialmente atrativa para seres como eu . Ela é alva e translúcida. Tem uma textura viscosa, boa para capturar energias ruidosas. A luz emitida é tão alva e incomoda os seres que repousam no escuro lodo pegajoso do esquecimento. Quando essa luz se acende, é capaz de alcançar até aqueles que estão a anos luz daqui, respeitando as leis d...

Por Que os Blogs Nunca Morrem?

Um Manifesto Contra o Consumo de Conteúdos em 24h. Quem decretou a morte do blog? Quem espalhou esse boato? Esse epitáfio falso? Essa lápide digital sem corpo? Sério! O blog nunca morreu. Ele só tirou férias do barulho . Se escondeu nas entrelinhas. Ficou quieto... Observando. O blog é Corpo Invisível na web . É verdade crua, linda e inquestionável. Tá, às vezes... O blog é a espinha dorsal da internet que sustenta tudo o que você vê quando faz uma busca no Google. Jura? Aposto que não sabia. Nem eu. Eu fui estudar pra saber. Quem entrega texto? Quem entrega contexto? Quem entrega solução? De onde vem todo o conhecimento do Google? Quem alimenta o algoritmo de busca com palavras-chave , com respostas de verdade, com conteúdo que não some em 24 horas? O Blog. (Oohh em coro) O blog é a Feira Livre da Internet . E aqui, eu faço uma Metáfora da Fruta Estrela , com todo respeito, Eric Barone . Por anos, a internet era uma feira livre. Cada barraca era um blog. Cada voz tinha sua própria b...

O Nascimento do Vozes de Caneca

Por Que Eu Criei Este Blog e Por Que Ele Nunca Será Só Um Blog. Aqui jaz o Dialogismo Imaginário ... Por anos, eu fui um diálogo interno . Uma voz sussurrada entre um café e outro, entre um pensamento e outro, entre um sonho e outro. Um rabisco mental guardado em cadernos, arquivos de computador e textos nunca revelados, escondidos, por vergonha. O Dialogismo Imaginário Constante , meu antigo blog, foi abrigo. Foi quarto escuro com cheiro de madrugada, colônia do Snoopy, gibis da Turma da Mônica Jovem , e muito, muito desenho. Foi confessionário, laboratório, refúgio. Eu abri no intuito de mostrar um pouco do que eu sabia sobre desenhar em grafite e os meus pensamentos oníricos. Queria mostrar pra todos, mesmo morrendo de vergonha. Mas chega um momento em que o casulo não cabe mais. Meus sonhos ficarem grandes demais para aquele blog. E a lagarta se encasulou. As asas nasceram. O eco das palavras mudas virou grito no peito. A escrita se tornou, então, a única mane...