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Te ligo depois... E não ligou nunca mais.

O  Fantasma Temporal da Narrativa  Interrompida Depois que comecei a estudar storytelling , eu entendi o artifício de se usar uma determinada ferramenta da narrativa : a clássica deixa, um easter egg futuro , em diálogos como  "Te espero pro jantar, hein?" ou "Da próxima vez que nos encontrarmos..." ou ainda “Semana que vem eu passo aí.”. Minha mente logo diz: — Xiii, vai morrer! E esse é o lance. Frases inocentes, colocadas no meio da narrativa, que carregam significados determinantes na " rota da trama " . No meio do filme, ou do livro, enquanto estamos de olhos pregados na trama pra saber o que vai acontecer, esse tipo de frase parece boba, comum, parte da rotina do personagem, ou parece mais encheção de linguiça. Afinal, é o que diríamos na vida real, não é? "Volta depois, hein", "Pode deixar, a gente marca". Maaaas na literatura, no cinema e na narrativa em geral, essas promessas transformam o momento em algo premonitório: um fanta...
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Carta ao Meu Eu do Passado

T ec, tec, tec, tec... Eu cheguei atrasada... Cheguei atrasada mesmo, mas sabe, se eu tivesse estado aqui, nesse palco da arte da escrita , pontual como uma britânica, talvez não haveria chuva pra chover as lagrimas, não haveria braços pra torcer os panos às margens dos meus rios de fluxo sentimentais semióticos , não haveria sequer o borbulhar borbulhante das palavras drenadas de minh'alma, que amoo ouvir, amo ouvir esse borbulhar de refrigerante que faz cócegas no nariz e adoça a garganta, mas depois deixa o amargor dos conservantes na língua ... É pra não conservar, é pra deixar derramar de uma vez, vai, choro, lágrimas, risos, gargalhada, gargalhadas nas hora errada , o gozo, mesmo em silencio pra ninguém perceber que estou em gozo comigo, é pra deixar a vida me arrastar pra esse palco que cheguei atrasada, mas cheguei carregada de bagagens pesadas de dor, violência e surtos de pânico, que transformei em arte e vida, e poema.... E essas minhas palavras borbulhantes que não pa...

Posterior é pra frente ou pra trás?

E o que tem a ver com post do Instagram? Hoje a minha cabeça bugou por causa de uma palavra:  posterior. Eu sabia o que posterior significava. Quer dizer, eu achava que sabia. O problema é que eu sabia de  duas coisas aparentemente opostas  e contraditórias, flutuando na minha mente. Aí, surgiu a confusão . Se eu digo: “Nos anos posteriores àquele acontecimento…” Posterior está pra frente. Tá... certo... Só que aí temos a região posterior da cabeça... que fica onde? Atrás....e também temos os membros posteriores de um animal... que são as patas de trás.... Não, péra... Posterior é pra frente ou pra trás? Minha cachola guardava essas duas informações e fui pesquisar só pra parar a briga lá dentro. Então, comecei procurando o significado real da palavra posterior e acabei atravessando dois mil anos de linguagem até cair, sabe onde? Num post do Instagram. Claro. Eu amo etimologia e consegui costurar tudo isso... heheheh Arte da minha cabeça mairante. Afinal, qualé dessa p...

Bots de IA acessam mais o Google do que Humanos...

E agora? O que acontece com blogs, anúncios e criadores de conteúdo? Série Vozes Digitais, artigo 1. Eu fui pega. Caí nessa rede de preocupação como gato curioso. Tudo começou numa reunião da agência onde trabalho. O assunto chegou à mesa digital, por vídeo-call, lá todos trabalham em home office, chegou quase como aqueles avisos de tempestade que fazem a gente olhar pro céu ainda limpo se perguntando "cadê a tempestade"? A tempestade: bots de IA estariam acessando mais o Google do que humanos. E eu, que trabalho com comunicação digital e ainda tenho 3 blogs em pleno 2026, fiz imediatamente a pergunta inconveniente [na minha mente, claro]: Tá. E nós, blogueiros, como ficamos nessa história? Por que até então, a internet era coisa de humano, né hahahahah [riso nervoso].  Eu vim de uma era anterior, a era da velha e boa Enciclopédia Barsa e as visitas na biblioteca pra encontrar informações relevantes pra então criar conteúdos interessantes. Mas aí chegou a internet em casa ...

VOCÊ É TUDO O QUE SONHOU SER

Fernando Scherer disse: "Na época em que eu nadava, eu vivia performance de competição, e era 'eu preciso ganhar para então eu me reconhecer, me validar, me amar através do olhar do outro sobre mim'. Então, eu ganhava, pra q vc me visse ganhando, vc me validasse ganhando, me amasse pq eu ganho, e eu aí eu me amo, me aceito e me reconheço através do que vc vê. Só que cada vez que eu ganhava, era uma derrota, pq não tinha mais a competição, o seu olhar sobre mim, eu precisava de mais. O depois era vazio, eu não tinha mais nada, não tinha mais garantia, não tinha a validação, eu não tinha mais o seu amor… mas a realidade, eu não tinha em mim, por mim. Quando eu paro de nadar, eu perco tudo isso. E agora? Como me validar? Quem eu sou? Depressao, tristeza profunda, etc…. Enquanto durar a paixao, que dure a vida. Está tudo errado. Eu fiz tudo o que eu quis. Realizei tudo o que quis. Não faz sentido não ter mais prazer pela vida. Duas soluções: ou ...

Espirais da Natureza

  #1 FILOSOFIAS DE CANECA Eu mairei uma ideia absurda e subi um Ensaio no Substack . Mas pra você que não acompanha por lá, não se preocupe, eu trouxe o texto na íntegra pra você refletir comigo, essa mairância única. ___ Chaleira apitando. Desligo. Pego a alça e faço um leve movimento circular pra quebrar o fervor da água. Despejo devagar na jarra de vidro da cafeteira francesa , também em movimentos circulares, pra água quente penetrar no pó do café e extrair os óleos essenciais. Encho até a metade, mexo com a colher, misturando circularmente e aguardo apurar. A fumaça quente que sai dança leve com o suave vento que entra da janela. A fumaça dança e espirala… Olho pra janela. Abro a torneira, enxaguo e coloco a colher sobre a pedra fria. A água espirala na borda antes de descer pelo ralo. Reaqueço e despejo o restante da água na jarra. Despejo circularmente. Mexo mais uma vez. Não sei se teria necessidade, mas eu quis ver a espuminha cremosa do café espiralando na superfície. F...

O Dilema Sobre o Bloqueio Criativo

E screver ou Não Escrever? Às vezes, caro leitor de Caneca, parece que existe uma pequena entidade felina rondando a mesa da nossa mente, tipo um gato preto que conhece nossos segredos mais vergonhosos: as abas abertas, papeis de caderno rascunhados, papelzinho de bloquinho de notas soltas, guardanapo de cafeteria ou bar rabiscado, dezenas de mensagens pra si mesmo no WhatsApp contando aquela ideia que nunca vinga.. e o café vai esfriando e as ideias ficam travadas. Então, o gato sobe no crânio da nossa inspiração adormecida e mia, com desdém shakespeariano: — Escrever… ou não escrever? É aí que a gente percebe que a pergunta nunca foi sobre talento, mas sim, sobre a coragem de escrever. Porque todo artista capaz de criar mundos também é capaz de se perder dentro deles. Então vamos abrir a janela desse castelo mental e deixar o vento e o sol entrar. Aqui estão dez sopros, dez empurrões góticos, dez iluminações pra desbloquear de vez o texto teimoso envegonhado. 10 Dicas Para Encara...

15 Maneiras de Começar Histórias que Marcam

A s Melhores Estratégias de Início Narrativo Foi muita coincidência conhecer o canal do Jurandir Gouveia bem no início dos meus estudos sobre escrita, narrativa e roteiro . De lá extraí estas preciosidades que compartilho aqui, técnicas que iluminam o primeiro passo de qualquer história e moldam a atmosfera que envolve o leitor ou espectador. E, sendo sincera, conhecer esse canal logo no começo da minha jornada como escritora foi menos coincidência e mais uma sincronicidade cochichada pelo Universo . Ali, ouvi pela primeira vez nomes para coisas que eu já sentia na pele: o peso de um começo mal resolvido, a força de uma abertura hipnotizante, o perigo mortal de um início morno. Daquele caos luminoso de ideias extraí pequenas relíquias narrativas, mapas, feitiços... E venho aqui compartilhar:  chaves de abertura para histórias que respiram, seduzem, sangram. Porque iniciar uma narrativa é como acender uma vela dentro de uma catedral abandonada. Não se trata apenas de iluminar. ...