O Fantasma Temporal da Narrativa Interrompida Depois que comecei a estudar storytelling , eu entendi o artifício de se usar uma determinada ferramenta da narrativa : a clássica deixa, um easter egg futuro , em diálogos como "Te espero pro jantar, hein?" ou "Da próxima vez que nos encontrarmos..." ou ainda “Semana que vem eu passo aí.”. Minha mente logo diz: — Xiii, vai morrer! E esse é o lance. Frases inocentes, colocadas no meio da narrativa, que carregam significados determinantes na " rota da trama " . No meio do filme, ou do livro, enquanto estamos de olhos pregados na trama pra saber o que vai acontecer, esse tipo de frase parece boba, comum, parte da rotina do personagem, ou parece mais encheção de linguiça. Afinal, é o que diríamos na vida real, não é? "Volta depois, hein", "Pode deixar, a gente marca". Maaaas na literatura, no cinema e na narrativa em geral, essas promessas transformam o momento em algo premonitório: um fanta...
T ec, tec, tec, tec... Eu cheguei atrasada... Cheguei atrasada mesmo, mas sabe, se eu tivesse estado aqui, nesse palco da arte da escrita , pontual como uma britânica, talvez não haveria chuva pra chover as lagrimas, não haveria braços pra torcer os panos às margens dos meus rios de fluxo sentimentais semióticos , não haveria sequer o borbulhar borbulhante das palavras drenadas de minh'alma, que amoo ouvir, amo ouvir esse borbulhar de refrigerante que faz cócegas no nariz e adoça a garganta, mas depois deixa o amargor dos conservantes na língua ... É pra não conservar, é pra deixar derramar de uma vez, vai, choro, lágrimas, risos, gargalhada, gargalhadas nas hora errada , o gozo, mesmo em silencio pra ninguém perceber que estou em gozo comigo, é pra deixar a vida me arrastar pra esse palco que cheguei atrasada, mas cheguei carregada de bagagens pesadas de dor, violência e surtos de pânico, que transformei em arte e vida, e poema.... E essas minhas palavras borbulhantes que não pa...