Pular para o conteúdo principal

Loucuras da Caneca: As Vozes da Minha Cabeça

Tec-tec-tec-tec...

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026.
Dez dias para a primeira Sexta-feira 13 do ano.

Caro leitor de Caneca.

Preciso compartilhar algo que me assombra... E me deixa extasiada ao mesmo tempo: As vozes da minha cabeça.

Não, não é o pensamento criativo que formula coisas e me traz as melhores opções de textos. São textos que recebo, e não crio. Eles, simplesmente... vêm em minha mente.

Pois bem. Eu sou uma colecionadora de frases. Elas chegam até mim antes ou depois do sono. Esse momento em que acabamos de despertar mas não estamos totalmente despertos, ainda meio zonzos, sabe, acredito que ficamos com rastros do plano astral. E antes, no quase sono, não é nem aqui na realidade consciente e nem no sonho profundo. É exatamente o Entre-Véus.

Dias atrás, eu estava trabalhando no computador com aquele sono terrível, numa segunda feira. Tenho tido noites mal dormidas por anos. Não sei explicar se é o excesso de luz de tela do computador, ou maus hábitos meus mesmo. E então pisquei os olhos por um instante, dormi por milésimos de segundos, e ouvi, com todas as palavras, alguém, não era voz feminina e nem masculina, me disse com todas, as letras, a frase:

        — Você é o objeto de sua prece.

Acordei intrigada e anotei.
De todas as frases que já ouvi, essa foi a que colocou uma pulguinha atrás da orelha. O que ela significa?

Tenho, habitualmente, um rascunho cheio de palavras e frases que ouço. 

Mas tem uma questão.
Nem sempre são vozes. Às vezes são textos mesmo, que vêm como se meu cérebro tivesse decodificado. Sabe? Como uma porção de dados 01010101 de computador, e meu cérebro capta e decodifica. Não ouço voz e nem visualizo o texto. Ele simplesmente, como um download, brota na minha mente.

Fragmentos como:

    • "É certo colocar as três estrelas brilhantes aqui?"

    • "Eu era apenas um viajante até encontrar... (a voz desapareceu quando acordei)"

    • "Você estava muito além da rota para acessar os limites dela. Só vim te contar." (rota? curioso)

    • "Observando meu amparador"

    • "Vem, entra aqui... Seu problema já passou" (depois dessa frase entrei em projeção astral)

    • "Trocar de turno... Eu sei que vocês estão prontos"

    • "Guarde esta informação: quando tudo isso terminar, você estará livre .. livre... Livre!"

    • "O mato cresce e o pato aparece" (ahahahahaah)

    • "Nos tornamos aquilo que ruminado para o universo"

    • "Bebam luz..."

    • "Fluxo de consciência permanente coletiva"

    • "Eu falo... não te estranhas... O que adoece a gente é..." (acordei)

    • "O destino sempre da um jeito de se interconectar. Ele nunca deixa pontas soltas. É como neurônios, eles sempre se interligam criando novos neurônios e novas sinapses entre eles mesmos. Mas nunca tem pontas soltas"

    • "Somos uma rede cósmica conectada através da nossa consciência. Uma rede tipo neural consciencial. Quando um ponto, que representa um ser, se afrouxa, adoece, muda de cor, ao pedir ajuda, imediatamente todos os outros pontos da rede veem em auxílio." (sério... eu acordei com tudo isso de texto e corri anotar)

É tudo muito incrível!

Eu tenho mediunidade. Sou batizada na umbanda, mas desde que mudei de cidade, não vou a nenhum centro espírita. Apenas faço as minhas orações.

Recentemente, eu tive a ideia, ou me enviaram essa ideia, de tentar psicografias.

Então, me sentei em minha mesa, orei e me preparei com papel e caneta.
Pensei: "Há algo que vocês podem me contar, como teste?"

Senti uma aproximação como se fosse incorporar um guia.
E então, minha mão começou a escrever:

    "Todo ser consciencial é dotado de paralelos existenciais que se fundem num plano superior."

    "Basta olhar para dentro de si e pedir a conexão daquele que te sustenta aqui neste plano físico"

    "Você é um ser múltiplo, pois tem várias vidas conectadas na rede neural consciencial"

Ooooh... Isso é só uma amostra.

Fiquei cheia de perguntas.

Pra quê vou usar esse "dom"?

Por enquanto, sigo escrevendo meus contos, crônicas, frases e ensaios.
Mas quem sabe um dia eu não traga algo direto do Entre-Véus?

Poderei eu?
Se tenho essa… ferramenta em mãos, literalmente…
De que me servirá?

Por ora, minhas vozes não calam e meu café nunca esfria.

Aguardem novidades sobre o Entre-Véus.

Com carinho,
Maira Macri.
#VozesDeCaneca

Tec-tec-tec-tec...plim.

Fim da folha.

.

.

.

Heeey, bem-vindo de volta ao VOZES DE CANECA.

Aqui… as vozes nunca se calam.
E o café... nunca esfria.

Gostou deste texto?

Me siga minhas redes e caminhe comigo pelas próximas histórias:
— @mairamacri
— @vozesdecaneca

💀 Aceita Pix? Claro que sim.

Apoie o projeto Vozes de Caneca e me ajude a manter essas narrativas vivas:
📩 PIX: mairamacri@gmail.com


Quer ser avisado quando meus e-books forem lançados?

✒️ O #VozesDeCaneca é um projeto de estudo independente de escrita, narrativas e storytelling criado por Maira Macri.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A MENTIRA SABOROSA DO AMOR PLATÔNICO

P latão nunca viveu esse drama sofrido.  Para que um amor se tornasse platônico, o próprio Platão deve ter sofrido pra caramba  pela sacerdotisa Diotima de Mantinea ... Inocente eu... Como ele chegou a essa conclusão? Como ele percebeu e nomeou, esse amor escondido e não correspondido, de " platonismo "? Se bem que a terminação "ismo" é doença. Eu não a considero uma... Sou platônica. Demais por sinal... Carrego um mundo de ideias dentro de mim . Mas expôr esse amor envolve outros sentimentos como medo de ouvir um não, de ficar em segundo plano, medo de haver outras pessoas melhores que eu mesma, ainda que meu coração diga que a pessoa perfeita para estar ao lado desse amor seja, ninguém mais além de, mim mesma. Eu sempre fui conquistada. Conquistar são outros trinta... Orgulho besta quando ligamos e a pessoa diz "não vai dar" ou simplesmente não responde às sms... (Pq vcs homens não respondem as nossas sms? A gente fica esperendo >< ) Orgulho besta...

Estilo de Escrita Epistolar: Como Escrever Narrativas em Forma de Carta

Q uando a história vira carta e a carta memória. Caro leitor de caneca, senta aqui na borda do Vozes por um instante. Vou contar algo. Sempre que penso no estilo epistolar , sinto o cheiro de papel antigo, aquele envelhecido de carinho. Porque antes de estudar literatura, antes de saber o nome bonito desse estilo… eu vivi cartas. E hoje quero te contar, do meu jeito mairante, por que esse formato me atravessa a alma desde a infância e por que ele continua sendo um dos mais íntimos, emocionantes e humanos da escrita. Minha história com cartas: o início desse amor Eu comecei a escrever cartas muito cedo, bem criancinha ainda. Minha prima, minha melhor amiga da época, morava em São Paulo , e eu em São José do Rio Preto . Ela tinha cinco, seis anos. Eu, sete, oito. E como forma de nos falarmos, sem gastar o telefone, que era uma fortuna interurbano, nós escrevíamos cartinhas. E foi assim que descobri o poder da escrita (sem saber). A gente se escrevia todo mês. Cartinhas curtas, fofinhas...

Carta ao Corpo que Entrou em Modo Alerta

C aro leitor de caneca, Eu colapsei em dezembro. E não foi um colapso dramático, cinematográfico. Foi silencioso. Eu cansei. Não dava mais. Parei tudo. Fiquei dois meses sem escrever. Larguei o blog. Me afastei dos textos que mais amo, aqueles que me mantêm inteira. Mas deixa eu abrir meu coração pra você, leitor. Faz sete meses que minha mãe está de cama. Ela não anda. Foi perdendo gradualmente a força das pernas, como se fosse uma sarcopenia , bem comum em idoso. E, sem perceber direito, eu virei cuidadora vinte e quatro horas por dia. Levar comida. Dar remédio. Limpar xixi. Limpar cocô. Ajudar no banho. Ajudar a levantar. Ajudar a deitar. Cuidar da dor dela enquanto engolia a minha. Não tem pausa. Não tem folga. Não tem “depois eu vejo”.  E, principalmente:  não tem eu. E, em algum ponto desse processo, eu desapareci. Não posso e não podemos romantizar esse tipo de cuidado com os pais idosos. É difícil, principalmente sozinho. No com...