O Fantasma Temporal da Narrativa Interrompida Depois que comecei a estudar storytelling , eu entendi o artifício de se usar uma determinada ferramenta da narrativa : a clássica deixa, um easter egg futuro , em diálogos como "Te espero pro jantar, hein?" ou "Da próxima vez que nos encontrarmos..." ou ainda “Semana que vem eu passo aí.”. Minha mente logo diz: — Xiii, vai morrer! E esse é o lance. Frases inocentes, colocadas no meio da narrativa, que carregam significados determinantes na " rota da trama " . No meio do filme, ou do livro, enquanto estamos de olhos pregados na trama pra saber o que vai acontecer, esse tipo de frase parece boba, comum, parte da rotina do personagem, ou parece mais encheção de linguiça. Afinal, é o que diríamos na vida real, não é? "Volta depois, hein", "Pode deixar, a gente marca". Maaaas na literatura, no cinema e na narrativa em geral, essas promessas transformam o momento em algo premonitório: um fanta...