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Carta ao Meu Eu do Passado

Tec, tec, tec, tec...

Eu cheguei atrasada... Cheguei atrasada mesmo, mas sabe, se eu tivesse estado aqui, nesse palco da arte da escrita, pontual como uma britânica, talvez não haveria chuva pra chover as lagrimas, não haveria braços pra torcer os panos às margens dos meus rios de fluxo sentimentais semióticos, não haveria sequer o borbulhar borbulhante das palavras drenadas de minh'alma, que amoo ouvir, amo ouvir esse borbulhar de refrigerante que faz cócegas no nariz e adoça a garganta, mas depois deixa o amargor dos conservantes na língua... É pra não conservar, é pra deixar derramar de uma vez, vai, choro, lágrimas, risos, gargalhada, gargalhadas nas hora errada, o gozo, mesmo em silencio pra ninguém perceber que estou em gozo comigo, é pra deixar a vida me arrastar pra esse palco que cheguei atrasada, mas cheguei carregada de bagagens pesadas de dor, violência e surtos de pânico, que transformei em arte e vida, e poema....

E essas minhas palavras borbulhantes que não param, que faz cócegas, hahaha 

Elas me querem, como eu as quero......

Assinada, Mah, Mai, Maira, Vana, Vanessa... sempre Mairante Macriana.

01 julho 2025

Tec, tec, tec, tec, plim! (fim da folha)


Letra de Música

[verso]

Hmm

Eu cheguei atrasada
Cheguei atrasada mesmo
Mas sabe
Se tivesse estado aqui...

[pré-refrão]

Talvez não haveria lágrimas pra chover
Talvez não haveria braços pra torcer
Os panos à margens dos meus
Em fluxos sentimentais, ah

E não haveria sequer o borbulhar
Borbulhante das palavras de minh'alma ah
E que faz cocegas no nariz
E adoça a garganta com palavras 

[refrão]

Ah
É pra deixar derramar de uma vez
Choro, lágrima, riso, gargalhada ai ai ai
É pra deixar a vida me arrastar
Pra esse palco que cheguei atrasada

Ah
É pra deixar derramar de uma vez
O gozo em silêncio pra ninguém perceber
Minhas palavras borbulhantes à estremecer
Elas me querem... como eu as quero.

Aqui, as vozes nunca calam e o café nunca esfria.

MAIRA MACRI
Vozes de Caneca
 

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